Cultura do algodão: 5 fatores que melhoram a produtividade

Cultura do algodão: 5 fatores que melhoram a produtividade
Cultura do algodão: 5 fatores que melhoram a produtividade

Segundo o Aegro, “o Brasil é o 5º maior produtor de algodão do mundo”, uma posição que se mantém ao longo dos últimos anos e que tende a crescer com uma investida cada vez maior dos estados nessa cultura. 

A cultura do algodoeiro é técnica, sensível e desafiadora, entretanto, quando feita da maneira correta, pode ser muito lucrativa.

Separamos alguns pontos nos quais você deve prestar atenção se quiser ter uma lavoura de algodão mais dinâmica e produtiva. 

Confira! 

01. Prepare o solo e escolha a melhor semente de algodão

O primeiro passo para garantir a lavoura de algodão dos sonhos é fazer o monitoramento do solo, entender suas deficiências e fazer a adubação de maneira que ele fique pronto para receber as sementes de algodão. Neste momento também é importante levar em consideração a cultura que estava anteriormente na terra, para que essa transição seja feita da melhor forma. 

O passo 02 é escolher as melhores sementes e, se necessário, tratá-las para que dentro delas já estejam diversas proteções e resistências contra as intempéries que podem acontecer durante seu desenvolvimento. 

O espaçamento do plantio também merece atenção, visto que se a colheita for ser feita de forma mecanizada é preciso respeitar os padrões das colheitadeiras. 

Além disso, plantas muito próximas podem acabar por restringir os suprimentos de luz e nutrientes umas das outras e diminuir seu potencial de desenvolvimento. O mesmo vale para  as daninhas, o algodão é uma cultura sensível e não se dá bem com competição, por isso, é importante manter o solo da lavoura limpo. 

02. O clima e a época certos para o plantio e desenvolvimento de algodão

A época de plantio do algodão varia dependendo da região do Brasil onde você se encontra, o melhor, nesse caso, é conferir o calendário de vazio sanitário do seu estado e a partir daí entender qual a melhor época para o plantio dentro da logística de preparo da sua propriedade. 

Depois de plantado, o ciclo do algodão demora de 130 a 220 dias (de 4 a 6 meses e meio) de acordo com a cultivar escolhida, neste período, o ideal é que a cultura do algodoeiro receba muito sol, com temperaturas médias mensais superiores a 20ºC e que as chuvas, no período vegetativo, fiquem entre 500 a 1500 mm.

Dessa forma, o clima ideal para o plantio do algodão é quente, úmido e com chuvas frequentes. 

03. Principais pragas, doenças e daninhas que podem prejudicar sua lavoura de algodão

Como tudo na vida, nem tudo na cultura do algodoeiro são flores, conheça os principais obstáculos da planta durante seu desenvolvimento: 

Fungos

Mancha de Ramularia

Fungo: Ramularia areola

Sintomas: É de difícil identificação, começa nas folhas mais novas, na parte inferior e vai se espalhando pelo resto. 

Manejo: A primeira indicação é para o uso de variedades resistentes, caso isso não seja possível, uma intervenção química é necessária

Ramulose

Fungo: Colletotrichum gossypii var.cephalosporioides

Sintomas: Aparece nas folhas mais jovens, com manchas necróticas que tendem a cair e deixar buracos circulares. 

Incidência: Pode acontecer em todas as etapas de desenvolvimento da planta

Manejo: Da mesma forma que o fungo anterior, a principal forma de manejo é o uso de variedades resistentes, caso isso não seja possível, uma intervenção química é necessária. A rotação de culturas também é indicada.

Bactéria

Mancha-angular

Bactéria: Xanthomonas citri subsp. malvacearum

Sintomas: As folhas apresentam lesões verdes com aspecto oleoso, podendo progredir para um aspecto necrosado, onde as folhas apresentam marcas de rasgado nas lesões. 

Manejo: Uso de variedades resistentes. 

Pragas

Lagartas desfolhadoras

Lagartas: Curuquerê-do-algodoeiro (Alabama argillacea);

Lagarta cosmioides (Spodoptera cosmioides);

Lagarta eridania (Spodoptera eridania);

Lagarta-falsa-medideira (Chrysodeixis includens).

Sintomas: Elas se alimentam das folhas do algodoeiro, prejudicando o processo de fotossíntese. 

Manejo: Uso de insecticidas.

Lagarta das maçãs

Lagarta: Heliothis virescens 

Sintomas: Ela se difere das anteriores pois se alimenta das ‘maçãs do algodão’ e não das folhas

Manejo: Uso de insecticidas.

Broca da raiz

Praga: Besouro – Eutinobothrus brasiliensis

Sintomas: Como o próprio nome sugere, ela se instala na raiz e no colo da planta, onde a fêmea deposita seus ovos. Na planta, é possível perceber folhas murchas e avermelhadas. 

Ela pode chegar a interromper a circulação da seiva bruta, matando a planta. 

Incidência: Solo úmido, áreas de baixada e solo com restos de culturas anteriores favorecem seu aparecimento

Manejo: Rotação de culturas e variedades resistentes. 

Bicudo

Besouro: Anthonomus grandis 

Sintomas: Sendo uma das pragas mais perigosas para a lavoura de algodão hoje, os besouros bicudos atacam o botão do algodão, que pode vir a cair depois de sua visita. 

É possível observar sua presença na lavoura pelos botões perfurados, seja para se alimentar ou para depositar seus ovos no interior da planta. 

Os botões contendo a larva do besouro são chamados de balão pois ficam inchados e cheios de furinhos. 

Manejo: Monitoramento da lavoura e controles comportamental, biológico, cultural e químico. 

Os fungos, insetos e bactérias que podem prejudicar o desenvolvimento do algodoeiro não causam só danos às plantas, mas também a qualidade da fibra final do algodão, o que pode diminuir significativamente seu valor comercial. 

As principais indicações para controlar esses danos são: a escolha de variedades resistentes, a rotação de culturas e principalmente, o manejo integrado, que começa com um monitoramento eficiente da lavoura para entender a incidência das pragas e onde devem ser aplicados os insumos. 

Hoje, com o monitoramento de lavouras da NetWord Agro, essa resposta pode vir com ainda mais rapidez e eficiência, já que os sensores conseguem prever o que vai acontecer na sua lavoura antes que o dano seja causado, permitindo que você aja de forma preditiva e evite perdas. 

04. A ciência por trás da colheita mecanizada do algodão

A colheita mecanizada já é realizada na grande maioria das plantações de algodão espalhadas pelo Brasil, deixando para trás rolo de algodão espalhados pelas lavouras que indicam o final de mais um ciclo. 

Entretanto, a colheita mecanizada exige uma série de cuidados para que seja executada com eficiência. O tamanho das plantas, o espaçamento entre elas e a quantidade de galhos são alguns desses fatores. 

Por isso, se essa for a sua escolha, é importante adicionar reguladores de crescimento, desfolhantes e maturadores na sua lista de compras. 

05. Custos e lucros do plantio de algodão

O custo da lavoura de algodão não é barato, a planta é sensível e seu manejo exige grande conhecimento técnico, todavia, o mercado tem se mostrado bastante receptivo a cultura e em uma safra com boas escolhas, o lucro costuma ser significativo. 

Outro ponto que pode interferir bastante na lucratividade da lavoura são as usinas de beneficiamento, quando o produtor precisa vender o produto antes de ser beneficiado, pode acabar lucrando menos. Já depois de beneficiado, além do algodão mais competitivo, ainda é possível comercializar o caroço, que pode ser usado como alimento para o gado ou para fazer óleo. 

Agora que você já sabe quais as principais características que tornam uma lavoura de algodão mais produtiva, está pronto para dar o próximo passo aí na sua propriedade e alcançar safras ainda mais lucrativas? 

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